10 de agosto, 2016 - 00h00 - por Gustavo Aguiar

Encontros inéditos marcam noite paraense no RJ

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Uma das principais características do Festival é a de propor shows exclusivos, colocando dois artistas no palco que, mesmo que sejam de gerações e estilos musicais distintos, formam uma unidade para a apresentação. Na edição especial "Festival Se Rasgum nas Olimpíadas", cinco encontros inéditos vão promover misturas tipicamente paraenses, mas com experimentalismo que impressiona o mundo inteiro. 

 

 

 

 

 

 

tonieana.pngToni Soares & Ana Clara

Toni Soares encontra novamente Ana Clara, agora pra um show inteiro dos dois. O compositor e cantor bragantino é protagonista da propagação da música de raiz do nordeste paraense. Ele foi também um dos criadores do Arraial do Pavulagem, grupo que enfeita anualmente as ruas de Belém com música folclórica paraense. Toni foi um dos compositores escolhidos por Ana Clara para integrar seu primeiro disco, homônimo, que soa rock e pop com grande profundidade dramática. Dentre as novidades da atual geração da música popular paraense, Ana Clara apresenta a intervenção rock no cenário de redescoberta do universo musical do Pará.

OUVIR TONI SOARES  / OUVIR ANA CLARA 

 

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Strobo & Jaloo

Eletrônico e frenético será o show da Strobo, que toca ao lado de Jaloo na Mostra. O duo, formado por Leo Chermont (guitarra e efeitos) e Arthur Kunz (bateria e programações), experimenta música instrumental com diversas influências, paraenses e mundiais, com o objetivo de não deixar ninguém parado, mesmo sem refrão. Já o DJ e compositor Jaloo, que recentemente lançou um dos discos mais esperados no Brasil, tem na base eletrônica território para criatividade brega pop. Iniciou sua carreira fazendo versões de grandes cantores mundiais e brasileiros, como Rihanna e Gal Costa, logo desenvolveu sua própria marca em letras marcantes e melodia toda construída em programas de computador. O encontro inédito promete um show histórico com um encontro desafiador.

OUVIR STROBO / OUVIR JALOO 

 

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Pinduca & Manoel Cordeiro

Depois do ritmo eletrônico, a pisada do carimbó domina a Fundição Progresso. E não será qualquer pessoa, o rei do carimbó Pinduca canta com Manoel Cordeiro, um dos guitarristas e produtores mais importantes da história recente da música do Pará. Com o 36o disco ainda fresco, Pinduca é aclamado onde chega, cantando as músicas mais célebres desse ritmo que todo paraense conhece. Manoel Cordeiro foi o produtor responsável pela modernização desse ritmo, inserindo novos arranjos, instrumentos e técnicas, feito que Pinduca já tinha realizado décadas antes, quando trouxe o carimbó do interior para Belém e inseriu os instrumentos que eram usados em outros ritmos. Manoel, que hoje acompanha seu filho, Felipe Cordeiro, é grande compositor de músicas nortistas, responsável pela mania da Lambada, na década de 80 e 90, produzindo artistas como Beto Barbosa. Dois veteranos, que levam história e cultura da Amazônica para o Rio de Janeiro.

OUVIR PINDUCAOUVIR MANOEL CORDEIRO

 

felixepio.pngFélix Robatto & Pio Lobato

Mostrando o gingado do Pará, Félix Robatto une sua guitarra a do Mestre Solano para uma grande homenagem à guitarrada. O estilo foi criado no Pará com influencias da lambada e inspirado em ritmos caribenhos, tendo marco com o lançamento do EP “Lambada das Quebradas”, em 1982, de Mestre Vieira. Fiel seguidor, Félix pesquisa e executa vertentes desses ritmos na linha da música latino-americana, desenvolvendo a “guitarrada progressiva”. Mestre Solano foi um dos percussores da guiatarrada com dedos ágeis e imprimindo seu próprio jeito em executar o ritmo, sendo uma das inspirações para a atual geração da guitarra paraense. A mistura será explosiva, quente e diversa, mostrando música latina e batida dançante que move as noites de Belém do Pará.

OUVIR FÉLIX ROBATTO / OUVIR MESTRE SOLANO

 

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Felipe Cordeiro & Luê

O último show da noite mostrará de que forma a música do estado do Pará ganha releituras pop nas vozes de Felipe Cordeiro e Luê. A criatividade poética de Felipe veio à tona em seu primeiro disco, “Kitsch Pop Cult”, um jogo musical com várias influências artísticas do Pará e do mundo. Ainda flertando com música pop, a guitarrada e a lambada se tornam sua frente no segundo disco, “Se Apaixone Pela Loucura do Seu Amor”, que ganhou o Brasil. Luê traz o romantismo e a doçura em sua voz com arranjos poderosos para a sonoridade paraense e pop. Filha de Junior Soares, um dos criadores do Arraial do Pavulagem, a cantora e instrumentista cresceu entre as fitas, toadas de boi, mas com formação erudita, misturando o belo e a tradição. Com coragem, mistura essas influências e produz um rico primeiro disco, lançado em 2013 entre Belém e São Paulo, que tem a participação de Felipe Cordeiro na música “Sei Lá. O show realizado no Festival Se Rasgum nas Olimpíadas é inédito, colocando os dois jovens artistas para fechar uma noite mágica na Lapa.

OUVIR FELIPE CORDEIRO / OUVIR LUÊ

 

Festival Se Rasgum nas Olimpíadas

17 de setembro, a partir de 22h

Fundição Progresso – Rua dos Arcos, 24 – Lapa

Entrada gratuita

 

Palco Arena

22h - Toni Soares & Ana Clara

00h - Pinduca & Manoel Cordeiro

02h - Felipe Cordeiro & Luê

 

Palco São Sebastião

23h - Strobo & Jaloo

01h - Félix Robatto & Pio Lobato


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