10 de setembro, 2015 - 00h00 - por Gustavo Aguiar

Mongoloid traz um sábado Insano

FESTIVAL > set 2015

O festival promete uma loucura coletiva com 13 atrações no Insano Marina Club, na beira da Baía do Guajará.

O próximo sábado não será tão tranquilo na cidade das mangueiras. Ali na Rua São Boaventura, no bairro da Cidade Velha, uma casa de shows estilo palafita recebe o terceiro Mongoloid Festival, com atrações locais e nacionais de rock de garagem, psycobilly, surf punk, harcore, grindcore, lambada e muito mais. Com programação a partir de 12h, e entrada franca até 17h, as 13 bandas serão divididas em dois palcos no ambiente.

A grande atração desta edição é o alagoano Figueroas, nova sensação da lambada, o que tem tudo a ver com o atual cenário musical da cidade. O artista toca ao lado de Félix Robatto e sua banda, promovendo uma mistura que rockeiro nenhum vai deixar de curtir a pegada tropical e que combina com ideia trash que o Mongoloid busca. Além dele, as paraenses Turbo, Molho Negro, Blind For Giant, Reef O’Sinners, Sokera, Baixo Calão, Piscadela Verde, Distensores, Ritual Chicken e Sisa fazem a festa. A lista de convidados ainda promove o shows de Ovos Presley, do Parará, e da piauiense Aloha Haole.

Essa mistura promete dar bons caldos e perpetuar a reputação do Mongoloid, integrando públicos. “A gente mistura bandas do underground com bandas alternativas. Acho que em festival algum tu vais ver uma banda que tocou no Obscene Extreme, como a Baixo Calão, tocando no mesmo palco que outra banda que semana passada estava no Prêmio Multishow, como o Figueroas.

Com a programação do festival, a gente tá sempre buscando integrar todos os públicos. Ano passado os fãs da Molho Negro estavam dividindo o mesmo espaço com os fãs do Manduca na Roça, que é uma banda extrema de porn grind. E os fãs do molho ficaram impressionados com o show do Manduca, da mesma forma que os fãs do Manduca ficaram com o show do Molho Negro. A gente curte ver essa troca”, explica o Dj e idealizador do festival Jeft Diaz.

Pra quem já ficou a fim desse line up, o Jeft conta o que a banda precisa pra ser headline desse festival. “Não basta ser simplesmente diferente, tem que ser um pouco trash. No primeiro festival levamos o Cacique Cara de Pau e deu super certo, ele fechou o festival com uma massa punk, gótica, indie, metaleira, roqueira em cima do palco cantando todas as musicas. Pro ano seguinte, tentamos levar o Anormal do Brega, que tem um show super performático com anões dançarinos, caixão, explosões etc, mas acabou não rolando. Então para esse ano o Figueroas caiu como uma luva, por ser uma figura super caricata, por ter musicas que já viraram hit entre a galera, por ter uma boa aceitação do publico e é um cara que vem do underground, o padrinho e produtor dele é o Mozine (integrante do Mukeka Di Rato e dono da Laja Records). Então o pessoal do underground é louco por ele”, argumenta o Dj.

O Mongoloid Festival nasceu quando duas produtoras de festas de Belém, a Dance Like Hell e a This is Radio Trash, se juntaram com a missão de promover uma festa em conjunto, em 2012, mas preferiram fazer um festival com bandas e encontros que os organizadores gostariam de ver em Belém. A onda do Mongoloid é a trasheira e a ironia nas produções. Eles não se preocupam com a veracidade das informações, quando anunciam que esta será a 111º edição do festival, quando na verdade é a terceira. Jeft Diaz, um dos organizadores, também conta que na primeira edição, eles venderam o festival com um atração que tinha o cacife de ser “a maior banda de garage rock da índia”, quando na verdade era a “The Great Munzini & The Astonishing Sotos”, formada por um brasileiro, um uruguaio e um holandês, que apresentavam um sotaque engraçado. “Por onde a gente ia as pessoas estavam comentando sobre a tal banda indiana, até a Tv Cultura [de Belém] foi cobrir o evento e queria falar com ‘os indianos’. Na hora do show todos tiveram a surpresa de que os caras não eram indianos, mas a banda era incrível e o público acabou se divertindo bastante”, relembra Jeft.

O 111º Mongoloid Festival é realizado no próximo dia 12 de setembro, no Insano Marina Club, com 13 atrações. Quem chegar cedo não paga nada, quem entrar depois das 17h vai precisar pagar 15 míseros mangos. Mas o Dj e organizar do festival Jeft Diaz avisa que vale a pena. “Vai ser um dia inteiro de muita música boa, muita comida, cerveja. Então pode esperar muita diversão e muita surpresas, porque está todo mundo muito empenhado em fazer a melhor das 111 edições do festival”, convida.

 

BORA?

111º Mongoloid Festival

12 de setembro, a partir de 12h

Entrada Franca até 17h, a partir desse horário ingressos a 15 reais.

Insano Marina Club, Rua São Boaventura, 268, no final da Tamandaré. Cidade Velha.

 

LINE-UP:

Palco 2:

Distensores

Piscadela Verde

Blind For Giant

Ritual Chicken

Reff O'Sinners

Sisa

 

Palco 1:

Sokera

Turbo

Baixo Calão

Aloha Haole (PI)

Molho Negro

Ovos Presley (PR)

Figueroas (AL)


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