Produtora paraense lança clipe de “Japan Pop Show”, faixa cujo disco projetou o músico paulistano no cenário internacional

Flyerzinho bacana da Greenvision para a festa!

Uma jovem se vê aprisionada por três homens que a utilizam para uma experiência que acaba por bagunçar suas percepções sobre passado e presente e conduzi-la a estranhos lugares. Ao despertar, percebe que mesmo sua noção da realidade já foi engolida pelo sonho do qual achou ter se libertado. Insólito e simples, o enredo, embalado pela canção “Japan Pop Show”, do músico paulistano Curumin, cria a atmosfera perturbadora do primeiro clipe produzido pela produtora paraense Greenvision para uma banda nacional. E embora rodado em Belém, o trabalho, que será lançado nesta quinta-feira (24) no bar São Matheus, localiza seus personagens em realidades que poderiam acontecer em um lugar qualquer. A festa de lançamento contará com a presença de Curumin e da banda paraense Juca Culatra & Power Trio, além dos DJs Patrick Tor4 (Babeleska), Marcel Arede (Se Rasgum), Xarope (Meachuta!) e David Sampler, atração do tecnobrega junto com o cantor Maderito. O evento é promovido pela produtora Greenvision com apoio da Dançum Se Rasgum Produciones, coletivo Meachuta!, Libra Design e loja Ná Figueredo.

“Um dia decidimos que gostaríamos de fazer um clipe maior, de repercussão nacional, e pensamos no Curumin, que é uma banda que gostamos e tivemos a oportunidade de conhecer quando vieram para o Festival Se Rasgum em 2008”, explica Priscilla Brasil, que divide a direção do clipe com o jornalista Vladimir Cunha e o fotógrafo Gustavo Godinho. Músico e diretores amadureceram a idéia e decidiram trabalhar com a faixa “Japan Pop Show” – que, embora dê nome ao segundo álbum do artista, é uma das canções com menor apelo comercial no disco. “Começamos a conversar e o Curumin nos deixou completamente livres para trabalhar com a música que quiséssemos. Tanto que ‘Japan Pop Show’ é uma das músicas mais estranhas do CD. Ela não é uma música de trabalho, comercial, mas toda sua massa sonora nos levou a escolhê-la porque parecia pedir uma história sobre ela”, completa Priscilla.

Com o enredo em mãos, a Greenvision partiu para as gravações em seis locações – a Ed Boxe, uma academia de boxe no bairro da Pedreira; uma antiga usina termoelétrica da Eletronorte, desativada em 1984; um ônibus de linha, que circulou na avenida Duque de Caxias e serviu de locação estática na Rua dos Tamóios; um apartamento, onde foi realizada uma festa (e única locação de fora do corte final); e nas via estreitas e matas do Parque Ambiental do Utinga. Ao todos, foram oito dias de gravação e pelo menos o dobro de produção nos meses de maio e agosto deste ano, envolvendo mais de 50 pessoas, entre técnica, figurinistas, produção, maquiadores, realizadores, figurantes e atores.

Os personagens, aliás, foram encarnados por atores amadores, sem experiência anterior no ficcional: o publicitário Bina Jares, o boxeador amador Olivar Batista, a estudante de Direito Alessandra Malcher e o radialista e DJ Jimmy Night, cujo nome batizou a boate que comandou na década de 1990 em Belém. Para o trio de diretores, a escolha foi balizada menos pela experiência do que pela percepção de que se encaixavam perfeitamente nos propósitos dos personagens. Já o figurino ficou por conta de Beatriz e André Morbach (Coronel Mostarda).

Curumin assiste com Priscilla Brasil ao corte final do clipe de Japan Pop Show

A Greenvision é responsável pelos clipes de “Devorados” e “Vela”, da banda paraense Madame Saatan. Ambos entraram na programação da MTV nacional e conquistaram o prêmio Ná Figueredo na categoria de Melhor Videoclipe Paraense. A produtora trabalha atualmente em um clipe para o cantor Daniel Peixoto (ex-Montage) e tem planejados trabalhos para as bandas Macaco Bong (MT), Pata de Elefante (RS) e Móveis Coloniais de Acaju (DF). No lado documental, a Greenvision debutou com o documentário “Filhas da Chiquita”, de 2006, premiado em diversos festivais pelo mundo, lançando em seguida “Serra Pelada – A esperança não é sonho” (2007) e “Salvaterra – Terra de Negro” (2009).

Curumin
Nascido em São Paulo, descendente de japoneses e espanhóis, Luciano Nakata Albuquerque ganhou logo cedo o apelido de Curumin. Iniciou sua carreira musical por volta dos oito anos de idade quando formou sua primeira banda com colegas de escola, tocando panelas em substituição à bateria. Aos 14 anos já tocava bateria e percussão em casas noturnas de São Paulo e aos 16 aprendeu sozinho a tocar teclado.

Como baterista, Curumin acompanhou grandes nomes da MPB, como Paula Lima (de 1997 à 2002), Arnaldo Antunes (de 1999 à 2005 e em sua turnê atual do disco “Iê Iê Iê”), Vanessa da Matta (2006) e CéU (2007), entre outros. Em 2003 Curumin inicia sua carreira solo com o lançamento de seu primeiro disco, intitulado “Achados e Perdidos”, pelo selo YB Music no Brasil. Em 2005 o disco é lançado no mercado norte-americano pelo selo californiano Quannum Projects. Em 2008 Curumin lança seu segundo trabalho de estúdio, “JapanPopShow”, lançado simultaneamente no Brasil, pela YB Music, nos EUA pela Quannum Projects, e no Japão pela JVC/Victor Entertainment.

O trabalho recebeu elogios de veículos como New York Times, Wall Street Journal, Daily News e Entertainment Week, além de respeitados jornais, revistas e sites brasileiros como Rolling Stone Brasil, Carta Capital, Globo.com, Bravo! e Playboy, entre outros.

Serviço: Festa de lançamento do clipe de “Japan Pop Show”, com shows das bandas Curumin (SP) e Juca Culatra & Power Trio e sets dos DJs Patrick Tor4 (Babeleska), Marcel Arede (Se Rasgum), Xarope (Meachuta) e David Sampler + Maderito (tecnobrega). Nesta quinta-feira (24), no bar São Matheus (Pe. Eutíquio, 601). Ingressos limitados a R$ 20 na Ná Figueredo (Gentil, 449).

Contatos:
Priscilla Brasil – 8131.0087
Gustavo Godinho – 8401.8597